A cidade que mais tem arranha-céus no mundo é Nova York. Depois vêm Hong-Kong, Cingapura e São Paulo! São Paulo vista lá do alto, nas alturas!
O engenheiro Carlos Freire de Andrade Lopes conhece bem o poder das alturas. Ele construiu 43 dos quase 350 helipontos erguidos no topo dos prédios de São Paulo.
“Hoje o que se define como resultado bom de arquitetura o heliponto escultural em cima dos prédios. Ele funciona como uma escultura”, comenta o engenheiro.
À noite, essas esculturas ficam iluminadas. E também a torre do edifício que virou símbolo da cidade. É do alto dela que muita gente vê o que está escondido aqui embaixo.
Deu na revista "The Economist"! Em número de arranha-céus, São Paulo só perde para Hong Kong, Nova York e Cingapura.
O primeiro nasceu em 1929. O imponente Martinelli, com 30 andares. Hoje, o mais alto é o Zarzur, com 45 andares. Mas é o Edifício Itália - com 41 andares - que continua levando a fama de gigante. É que ele foi erguido em terreno mais alto.
“O arranha-céu é a reprodução do solo urbano. Isso foi permitido quando houve avanço da tecnologia. Houve invenção das estruturas que suportaram vários andares. E uma grande invenção, que define o edifício alto, o elevador”, explica a arquiteta Nádia Somekh.
O elevador panorâmico encurta caminhos. Dentro e fora do arranha-céu. Os arranha-céus cobriram os horizontes. Mas abriram nossos olhos para novas perspectivas.
“Ele tem relação de altura diferenciada. Ele tem outras alternativas de ponto de vista da cidade. Então amplia os horizontes dele”, opina Nádia.
aos poucos a cidade vai descobrindo um novo mundo, nas alturas. Na cobertura, as janelas são o lugar mais disputado.
A vista é a obra de arte mais importante do apartamento”, avalia o arquiteto David Douek.
No bar, é a altura que dá o ritmo da noite.
“Sensação de que você está no poder. Em cima mesmo”, comenta a DJ Mônica Soldan.
Mas quem precisa de mar quando se tem essa vista, aqui do alto?
“Você está por cima. Não está sufocado naquele estresse de São Paulo. Parece que está voando, navegando”, afirma o maitrê Pedro Martins.
Fonte: Fantástico